Nerve: Um Jogo Sem Regras

fevereiro 15, 2018


Qual é a novidade do momento? 

Pra Vee, a novidade era abandonar seu lado de menina certinha e quebrar todas as regras ao cair na pilha dos amigos e jogar o tão comentado NERVE, um jogo online que ultrapassa todos os limites e acaba tomando um rumo assustador. Quando chega ao estágio final, Vee precisa tomar decisões que irão mudar o rumo da sua vida. 

(Foto de: DNA Literário)

O filme é um lembrete de que a internet é uma faca de dois gumes e se você não tomar cuidado, as coisas podem tomar proporções enormes e fugir do seu controle. Na internet, nada é exatamente como parece, um jogo inofensivo pode ter consequências catastróficas, ou chegar bem perto disso. 

(Foto de: Boca do inferno.)

O jogo é aparentemente simples e inofensivo. Você escolhe entre: Observador e Jogador, se for jogador, os observadores vão te enviar desafios e cada um deles tem um preço, literalmente falando. Você recebe uma quantia em dinheiro por cada desafio aceito. Parece fácil, né? Pois é, nem de longe, Vee que o diga.

 (Foto de: A Gambiarra.)

O elenco recheado de beleza de Nerve, estrelado por Emma Roberts e por Dave Franco, conta também com Miles Heizer (13 Reasons Why), Kimiko Glenn (Orange is the New Black), Emily Meade (A Sétima Alma) e o rapper Machine Gun Kelly, como o bizarro (ele me assusta) Ty.  Com um elenco brilhante, uma pitada de neon e bastante tensão, o filme está completo para mexer com nossos nervos.


Opinião/Crítica: O filme é realmente muito bom! Apesar do final esperado, ele tem todos os elementos em perfeita sintonia, tudo feito na medida certa. Fora que o elenco conta bastante, né? Juntei a galera na frente da tv e a tensão no quarto era quase palpável, principalmente em uma cena onde a Vee arrisca bastante a própria vida. O filme realmente é um lembrete de que a internet não é brincadeira e ela pode ser perigosa se não utilizada com consciência. 

E aí, o que você vai ser?


Não deixem de assistir, viu? 

Com amor, muito amor,
Camilla.

Fica Comigo

fevereiro 13, 2018



Se assim como eu, você estava navegando pelo catálogo da Netflix e achou que esse seria mais um filme de romance e ficou cho-ca-do quando viu que de romance esse filme não tem nada, bate aqui ✋. 

Todo mundo já tomou um toco e apesar do impacto, sacudiu a poeira e seguiu o famoso baile, mas com Holly, interpretada pela lindíssima Bella Thorne não é assim que funciona não, meu bem. Ela conhece Tyler em uma festa e eles tem uma intensa noite de sexo, mas no dia seguinte, o boy dá um jeitinho de remendar as coisas com a namorada e a lindinha cai no esquecimento e precisa segurar essa barra que é gostar dele. Ou quase isso.


A pegada do moço é tão boa que deixou a ruiva completamente louca. Bom, essa parte ela já era, mas a noite dos dois intensificou isso ao deixar a moça completamente obcecada por ele, ao ponto de começar a estudar no mesmo colégio que ele e mexer todos os pauzinhos possíveis pra viver esse romance que só existe na cabeça dela. 


Se tem uma pessoa nesse mundo que não faz ideia do que é limite, essa pessoa é a Holly. Não importa quantas vezes o boy a rejeite, ela simplesmente não desiste e o modo "stalker" dela atinge um nível surreal, onde ela começa a invadir ainda mais o espaço pessoal de Tyler e em uma de suas alucinações, ela chega a ficar com o melhor amigo dele na esperança de causa ciúme. A mulher realmente não tem o famoso e muito necessário, SENSO

(Créditos na imagem)


Crítica/Opinião: Foi um baque perceber que o filme não era mais um romancezinho água com açúcar, principalmente porque tudo indica que é isso que você pode esperar. O filme foi muito bem produzido e eu realmente fiz questão de divulgar pra todo mundo, porque realmente vale a pena. Inclusive, enquanto eu assistia, lembrei um pouco do filme Obsessiva, com a rainha Beyoncé. Não que seja igual, mas as semelhanças entre Holly e Lisa são inegáveis, viu? 

Assistam os dois filmes e vejam se estou errada... Essa é a minha indicação.

Espero que gostem.

Até a próxima,
 com muito amor, Camilla.

One Day at Time

fevereiro 08, 2018

 Sabe aquela série que você vê todo mundo comentar sobre, mas sempre deixa pra depois e quando assiste se pergunta qual a razão de ter demorado tanto pra assistir? Foi exatamente o que aconteceu comigo e ODAT. Uma amiga assistiu e ficou indicando e comentando sobre, dizendo o quanto as personagens são incríveis e "tenho muitas na frente" era minha resposta, até que me dei por vencida e assisti ao primeiro episódio, que me levou ao segundo, ao terceiro e ao desespero pela segunda temporada que abrilhantou o catálogo da Netflix no dia 26 de janeiro. 


A série conta a história de Penelope, uma ex militar cubana-americana que se divorciou e agora vive com a mãe e os dois filhos em um apê em LA. Eles contam a ajuda, que de ajuda não tem nada, do senhorio do apartamento, Schneider, que é tudo aquilo que a gente detesta, mas acaba amando no final. 


 Assuntos como xenofobia, homossexualidade, aceitação, feminismo, religião e diversos outros assuntos são abordados nessa aula de humanidade e bom humor. Emoção e risadas são divididas igualmente, enquanto o amor acaba se tornando incondicional e a gente tira uma casquinha desse idioma tão caliente.

Sobre os personagens:

Lydia: Nossa eterna abuelita é interpretada por Rita Moreno e é ela que nos arranca o maior número de risadas possível. Ela é uma eterna menina, literalmente, escondida atrás das cortinas,  sempre de bom humor, apesar de ter uma história de vida não tão feliz assim, com comentários sarcásticos pra dar e vender, ela nos encanta com seu orgulho da origem cubana e nos mata de rir com seus flertes direcionados ao O dr. Leslie Berkowitz. 


Penelope: Nossa Lupita é interpretada por Justina Machado e dá um show de emponderamento, mostrando que mulher não precisa de macho nenhum pra se dar bem na vida. Ela é forte, segura de si, pavio um pouco curto, bastante sarcástica, com o humor que oscila, mas quase sempre está elevado (ou seja, bom), ela é enfermeira na clínica de um médico pra lá de cômico.  



Elena: A maior protestante problematizadora emponderada e baby lésbica do rolê é interpretada pela maravilhosa Isabella Gómez. A existência de Elena é um soco na cara do patriarcado, já que a menina não perde uma oportunidade sequer de lutar contra  a opressão. Se tiver uma manifestação sobre o número de fios em um casaco de lã, saiba que ela será a primeira a chegar. Ela é a representação da nossa luta, do desespero que sentimos antes de assumir pro mundo quem/o que somos. Elena é um lembrete de que nunca vamos nos calar e nossa cabeça vai estar sempre erguida. 


Alex: Nosso papito é interpretado por Marcel Ruiz e ele é o famoso "se meu cabelo tá bom, não importa o que eu to fazendo aqui." Ele é o típico menino na puberdade, sempre com aquelas frases prontas que parecem ter sido pintadas no para choque de um caminhão e um cuidado excessivo com o cabelo. Ele ainda está descobrindo o mundo e que nem toda amizade é boa nessa jornada. 


Schneider: Interpretado por Todd Grinnell, ele é o maior sem noção do rolê, superando o pequeno papito. Ele é tudo aquilo que a gente despreza, mas o bom humor é tanto, que a gente ama. Ele é o famoso filhinho de papai, que tem tudo mas diz que não tem nada, cheio de vícios e de comentários sem noção alguma. 



Opinião/Crítica: Eu me arrependi de ter demorado tanto pra assistir quando a Dielle me indicou. A série é incrível, as risadas acabam sendo incontroláveis e o efeito delas é inacabável. Eu sempre dou risada quando lembro de alguma cena. Me senti muito representada pelo episódio em que a Elena se assume pro pai dela e eu acho que muita gente vai se sentir assim. Essa série tem a mesma leveza que a Louie Ponto tem pra abordar assuntos "pesados" no canal dela, só que com um acréscimo delicioso de comédia. Eu super indico, tanto a série, quanto o canal.

Junte a família, peguem a pipoca e foi dada a largada dessa maratona deliciosa.

Aproveiten chicos e chicas, 
até a próxima. 

Com muito, muito, muito amor
Camilla.

The Following

fevereiro 06, 2018


psicopatia
substantivo feminino
PSICOP
  1. 1.
    distúrbio mental grave em que o enfermo apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência.
  2. 2.
    qualquer doença mental.


The Following, lançada em 2013, aborda com bastante intimidade a psicopatia. A série, protagonizada por Kavin Bacon, seu personagem, Ryan Hardy, é forçado a voltar ao passado e correr contra o rélogio para ajudar a impedir o plano do serial killer que ele colocou na prisão, Joe Carroll se concretize e mais uma onda de terror seja lançada após sua fuga da prisão. 



Joe ficou conhecido pela literatura em seus assassinatos, já que ele se inspirava nas obras de Edgar Allan Poe, grande autor de obras aterrorizantemente conhecidas, como O Corvo. Depois de preso, Joe deu início ao seu plano de criar um culto de serial killers, fazendo de Poe um Deus a ser exaltado. 


A série chegou como um hit, tendo uma primeira temporada de audiência considerável nos Estados Unidos, com uma média em torno de 8 milhões de telespectadores por episódio, mas terminou em 2015, dando todo seu sangue para atingir os 3 milhões, resultando em seu nada misericordioso cancelamento. A série encerrou seu primeiro ano com um clímax de filme de suspense. Deixando ganchos para um segundo ano, mas as grandes pontas da trama foram resolvida no primeiro, o que possivelmente causou a dispersão do público. 



Crítica/Opinião:

Não é uma série ruim, pelo contrário, a primeira temporada é incrível, todo o suspense e desespero causados em seus episódios fazem com que a vontade seja de devorá-la em instantes, porém, acaba ficando perdida e massante. A história em si ficou muito sem foco, meio repetitiva. É boa, indico, mas poderia ter sido melhor.

A Cabana

fevereiro 01, 2018


Todo livro cuja temática é espiritual acaba sempre pendendo para uma conexão religiosa, sempre esquecendo de que o espírito não está ligado aos termos religiosos e sim a fé, por isso a literatura com conotação espiritual acaba sofrendo um certo preconceito em meio aos leitores (ao menos alguns com quem conversei). Todos esperam essa inclinação ao religioso, a seguir uma única doutrina, mas quando expandem seus horizontes e se permitem a ler A Cabana, do canadense William Paul Young, são presenteados com uma conexão única com a fé. 


Breve sinopse do livro:

"Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana.

Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda seu destino para sempre."


Sobre o autor:


Antes de ser autor, William possuía 3 empregos, onde segundo ele "fazia serviços de empacotamento e limpeza em uma fábrica, limpava até privadas."
O livro foi escrito, mas sem a intenção de ser publicado, mas segundo uma entrevista para o G1, William disse que "Deus tem um grande senso de humor quando planeja nosso destino." 

Filho de missionários, Wlliam morou dos 10 meses aos 10 anos em Papua Nova Guiné e estudou teologia nos EUA.
Trecho da entrevista:
"Cresci em uma família religiosa, sempre pensei muito sobre a relação das pessoas com Deus. Mas a convivência em uma cultura tribal durante tanto tempo me fez pensar nessas coisas por uma outra perspectiva. O romance vem do desejo de criar uma língua por meio da qual as pessoas possam se conectar a Deus sem ser pela religião."

SPOILER DO LIVRO:

Ainda na entrevista com o G1, o autor explica a influência da cultura de Papua Nova Guiné e a motivação em um dos momentos mais controversos do livro. O retrato de Deus como uma mulher negra!Queria me distanciar ao máximo daquela imagem clássica que temos de Deus, como um homem branco e sofredor.” 

   E ele deixa um recado aos haters: "São só palavras impressas no papel, o resto está na cabeça de quem lê. Quem me critica, não está falando de mim, está falando de si próprio."


Crítica/Opinião:


Esse livro deixou uma marca maravilhosa em mim, expandiu meu pensamento de forma absurda. Ele parece banhado em paz, apesar de ser bem forte. O contato com Deus fora do contexto religioso é um dos diversos pontos cativantes do livro, é um contato de fé. Mack, que acaba sendo um personagem do tipo "pentelho", é um ser que representa nações, já que o ser humano, de forma geral, não sabe lidar com os momentos ruins. Sempre buscamos alguém para culpar e Mack é a nossa encarnação literária, por assim dizer. Um pedaço da sinopse que atiça os leitores é a seguinte: 
"Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: "se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?"

As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de uma maneira tão profunda como aconteceu com ele." 

Esse é, sem dúvida, um dos melhores livros que já li. TODOS deveriam dar uma chance e se apaixonar por esse livro, William conquistou meu coração. 

Recados:

Algumas informações foram tiradas da entrevista do autor para o site G1.

Não se esqueçam de dar uma passadinha no Zona Nerd, o link deles está na descrição do blog.


Até a próxima. 
Com amor, muito amor, 
Camilla.

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